Maioria dos latino-americanos concorda com livre circulação de pessoas na região

 
 
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Se os países da América Latina decidissem abrir suas fronteiras e permitir que seus cidadãos pudessem viajar e trabalhar livremente em qualquer país, teriam o apoio de 64% dos latino-americanos. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) em sete países da região.

Você estaria de acordo se todos os países latino-americanos abrissem suas fronteiras e todos os cidadãos pudessem viajar e trabalhar livremente em qualquer país da região? (Total da região)

 

No Brasil, onde a pesquisa foi realizada pelo IBOPE Inteligência por meio de sua unidade de pesquisas online, o CONECTA, o percentual de aceitação dessa medida é o mesmo: 64% concordam com a ideia. Outros 23% discordam e 13% não sabem. Somente colombianos (84%) e peruanos (77%) apoiam mais essa inciativa do que os brasileiros. No México, 59% estão de acordo, porém 36% não concordam. Na Argentina, 56% concordam, 28% rejeitam e 16% não são a favor nem contra.

Por outro lado, os equatorianos e os panamenhos, são os que mais rejeitam a ideia. No Panamá, 55% concordam, enquanto 41% discordam. No Equador, as opiniões são ainda mais divididas: 47% concordam e 45% discordam.

Concorda/discorda com a livre circulação de latino-americanos

O maior nível de discordância no Panamá pode ser explicado pela economia dolarizada e pelo fato do país ter se tornado um centro onde multinacionais se beneficiam de leis especiais para a contratação de estrangeiros. Com isso, o país recebeu, nos últimos anos, uma grande quantidade de trabalhadores de fora do país, o que gerou um sentimento de perda de vagas de trabalho por parte dos panamenhos. No Equador, imigrantes tendem a ser melhor remunerados do que os equatorianos, gerando um sentimento depreciativo.

Sobre a pesquisa

Foram realizadas 6.773 entrevistas em sete países da América Latina, entre outubro e dezembro de 2015. No Brasil, foram entrevistados 1.000 internautas.

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